Ricardo's posterous

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Ricardo Filho  //  Trabalhei na Folha Metropolitana e Metrô News, Diário de Guarulhos, portal Veja .Com e revista Mackenzie, entre outros veículos. No DNA, células de corintianismo puro.

Jan 27 / 12:23pm

Tucanos/SP: casa é boa. Pobre é que estraga

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Saiu no R7 artigo de Ricardo Kotscho:

O sonho da casa própria está virando um pesadelo para as famílias do conjunto habitacional Paulo Gomes Romeo, em Ribeirão Preto, interior paulista. As cerca de 200 casas populares,  entregues pelo governador Geraldo Alckmin em dezembro, apresentam variadas falhas de construção, mas mesmo assim foram ocupadas pelos moradores contemplados.


Após receber muitas queixas, o diretor regional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), Milton Vieira de Souza Leite, foi fazer uma inspeção na manhã de quinta-feira para ver o que estava acontecendo. E chegou a uma inacreditável conclusão: as casas são boas, os pobres que foram morar nelas é que estão estragando tudo.

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Jan 26 / 3:19am

Queda de prédio e inação do poder público é coisa corriqueira. Infelizmente

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Segundo a PMRJ, as causas do desmoronamento ainda são desconhecidas. Vazamento de gás e término da vida útil do prédio são hipóteses. Foto:Wladimir Platonov/Abr.

Três prédios desabaram na Avenida 13 de maio, no Centro do Rio, na noite de ontem. Informação da Prefeitura e da Defesa Civil confirma a retirada de cinco pessoas dos escombros. A estimativa é de que existam cerca de 20 desaparecidas. Todos as pessoas salvas sofreram, segundo a Defesa Civil, ferimentos leves.

O trabalho dos vários grupamentos do Corpo de Bombeiros, que conta com 40 homens, acontece desde a noite de ontem e prossegue no dia de hoje. Os militares usam cães farejadores para localizar possíveis vítimas sob o entulho de concreto e ferro, além de máquinas escavadeiras, tratores, pás. Há a suspeita de que vazamento de gás teria ocasionado explosão e a queda do prédio de 20 andares. Os outros dois, um de dez e outro mais baixo, entre quatro e cinco andares, segundo a PMRJ, não teriam suportado o peso do primeiro.

Outra hipótese é a de que o prédio era muito velho...bem aí vale uma reflexão: sempre que ocorre um acidente dessa natureza, além da comoção pelas vítimas, das histórias fantásticas de quem se safou por pouco, de quem ia até o prédio e desistiu no último segundo, de quem passava por lá e acabou se tornando vítima, existem as malfadadas "respostas à sociedade" que o poder público deve à sociedade e que são mais retórica do que prática.

Assistimos ao desabamento do Palace 2, em 1998, quem não se lembra? O projeto do edifício construído pela empresa Sersan, do deputado federal Sergio Naya, continha erros de cálculo e fora construído, segundo reportagens da época, com areia da praia. Oito pessoas morreram e 120 ficaram desabrigadas. Houve ôba, ôba, e uma megaplano de vistoria foi propagado, mas aos poucos o tema foi perdendo força na imprensa e acabou deixado de lado, ficando o foco jornalístico voltado ao deputado, na condenação (indenização R$ 60 milhões) às vítimas. É uma crítica à imprensa, que investiu naquilo que lhe daria audiência imediata, aplicou suas fichas no chamado "boi de piranha", mas é um "sabão", principalmente, no poder público que deixou de cumprir com suas obrigações de fiscalizar, vistoriar, interditar, identificar e negar alvará para maus projetos...

Em 2007, vimos estarrecidos o desabamento da marquise do Grande Hotel Canadá, em pleno bairro de Copacabana, que matou duas pessoas e deixou, se não me engano, outras oito vítimas hospitalizadas. Imediatamente, a prefeitura carioca se pronunciou sobre o estado das marquises na Cidade Maravilhosa, iniciou vistorias, e mais tarde criou uma lei proibindo a construção de marquises -- um atestado da falência do governo municipal, que não pode (ou não quer?) fiscalizar os imóveis sob sua responsabilidade, serviço para o qual o constribuinte paga.

Em dezembro do ano passado, a obra de construção de um prédio abalou a estrutura do Edifício 22, na rua dos Inválidos, no centro da capital fluminense.Nesse caso o prédio foi interditado, mas os moradores ficaram sem ter para onde ir. Cadê a fiscalização para avaliar se a obra vizinha poderia ser liberada sem prejuízo dos moradores dos outros imóveis? Cadê a fiscalização, a vistoria, para saber se os edifícios ao redor da construção eram velhos demais? E se velhos, por que não foram esvaziados e demolidos antes?

Deve haver outros inúmeros casos não só no Rio, mas nas outras capitais e demais cidades. Em Olinda e Salvador não é incomum o desabamento de edifícios, alguns deles históricos.

Estamos de novo em frente à TV esperando a resposta dos governantes à sociedade. Mais prédios virão abaixo. É só esperar.

Jan 25 / 11:02am

"Exijente", deputado tucano erra na crítica, na forma e na ortografia.


"Para fazer parte do Sintego (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás) tem de ter educação. Porque senão a gente passa a duvidar. A última vez que o Sintego esteve aqui, tinha um rapaz cabeludo, não sei se era homem ou mulher, que estava com um papel escrito lá: exigimos com 'g'. Então já começa tudo errado. É complicado". Concordo com as duas últimas e faço delas minhas palavras: É complicado, deputado estadual, Túlio Isac (PSDB). Bastante. A frase infeliz foi dita quando o nobre deputado estadual criticava os professores afiliados ao Sintego numa das comissões da Assembleia Legislativa local. A língua é complexa, exige anos de estudo e dedicação para se apreender noções básicas (cá entre nós, penso que ninguém apreende tudo em tão pouco tempo de vida) e é por isso que o magistério deve ser valorizado e esse tipo de crítica, evitado. Aqui, o parlamentar errou na crítica, na ortografia, na comunicação preconceituosa, e, mais tarde, na desculpa. Disse que se confundiu com as letras...Numa analogia ornitológica, o tucano tentou voar e caiu. O que é natural. Risível é o fato do tucano cair, quebrar o bico e ainda expor sua plumagem mais oculta para deleite da galera.

Jan 25 / 6:50am

Copa São Paulo: em duas bolas paradas, dois gols de zagueiro...Corinthians campeão!


Antônio Carlos, o zagueiro, reeditou os melhores momentos daquele Corinthians raçudo do século passado para fazer o clube vencer pela oitva vez a Copa São Paulo de Futebol Júnior. A final, no Estádio do Pacaembu, fez parte dos festejos pelo 458º aniversário da Cidade de São Paulo.

O Fluminense teve as oportunidades mais claras de gol e marcou antes dos cinco minutos da etapa final com Michael.Como futebol é eficiência, já diria o técnico Parreira, Antonio Carlos, capitão da equipe, igualou o placar aos 21 minutos escorando um escanteio da esquerda. Ele mesmo deu números finais, aos 42 minutos, também de cabeça, igualmente de bola cruzada na cobrança de corner, desta vez pela direita. O placar seguiu inalterado até o apito derradeiro do árbitro Luiz Flávio de Oliveira.

O Corinthians abriu 2012 como terminou 2011: ganhando título. Parabéns aos meninos! Parabéns à cidade de São Paulo pelos 458 anos!

Ficha Técnica:

Corinthians
Matheus (Ravi); Cristiano (Leandro), Antônio Carlos, Marquinhos e Denner; Gomes e Anderson; Giovanni (Wesley), Matheuzinho e Leonardo; Douglas. Técnico: Narciso

Fluminense
Silézio; Fabinho, Wellington, Léo Lelis e Ronan; William (Rafael Assis), Rafinha, Higor e Eduardo (Fernando); Michael (Igor Julião) e Marcos Júnior. Técnico: Marcelo Veiga

Público
34.303 pagantes

Renda
R$ 430.460,00

PS: Estou de volta à ativa depois de um mês sem blogar, por problemas técnicos. Um ótimo 2012 a todos!

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Dec 31 / 8:21am

É Ano Novo na Austrália! Logo mais...

2012 chegará por aqui também. Desejo a todos os amigos, colegas e seguidores um ano em que os planos saiam do papel e sejam realizados. Que a saúde acompanhe a todos bem de perto. Que o amor não se desgrude de nenhum de vocês a cada instante. Que o dinheiro venha com mais facilidade e em grandes proporções para as vossas contas bancárias e possas desfrutar não de ser Van Gogh, Prime ou Personnalité, mas de ser Private nas instituições financeiras.

Desejo antes de tudo que todos tenhamos um 2012 abençoado. Que não nos esqueçamos da fraternidade, da amizade, da solidariedade. Do irmão enfermo, do irmão mais carente. Que Deus, desde o firmamento, possa abençoar aos crentes e descrentes com o mesmo Amor incondicional e com a mesma misericórdia, com a mesma compreensão que sempre existiram e existirão em seu Ser. Que o homem, em especial o da Europa, não nos encaminhe para uma nova Grande Guerra. Manda nos, oh, Deus, o Vosso Espírito nos próximos 365 dias (com possibilidade de renovação). Feliz Ano Novo!

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Dec 24 / 6:03am

É Natal. Tempo de pedir. E, para os que não desanimam, de realizar sonhos!

O período é repleto de simbologia, por isso mesmo é nessa época que renovamos nossos sonhos e desejos. É por aqui que prometemos e pedimos muitas mudanças. Uma das passagens biblícas de que gosto muito e que, penso, tem muito a ver com esse tempo de muitos pedidos e de desejo de transformação é a que está abaixo, no livro de Lucas, capítulo 11, versos 1-13. E o que dizem os versos desse capítulo? Para nunca desistir. Para insistir. Para continuar focado. Para renovar os pedidos e jamais desanimar. É o coração desarmado de quem pede, insiste, de quem tem fé e não desanima que leva às conquistas. Se posso dar algo a alguém neste Natal, dou de coração essa descoberta, que não depende de religião, mas de sabedoria, de crença, de amor, que é a razão do próprio Natal.

Um Feliz Nascimento, uma feliz Renovação a todos os que me acompanham por aqui:

 

Lucas 11

 

E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.

E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu.

Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano;

E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas em tentação, mas livra-nos do mal.

Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães,

Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe;

Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar;

Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que houver mister.

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á;

Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á.

E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?

Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?

Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?

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Dec 8 / 7:58am

Institutos de pesquisa na mira da PF

Quem acompanhou as eleições 2010 percebeu a discrepância entre os dados de pesquisa dos vários institutos que fazem levantamento sobre a intenção de voto no país. Embora existam diferenças metodológicas na apuração da tendência de voto, paira sobre algumas empresas, como o Datafolha, por exemplo, a suspeita de manipulação dos dados numa tentativa (inócua) de reverter a preferência do eleitor, particularmente naquele inclinado a votar em Dilma Rousseff (PT). Acompanhe:

do blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães

PF intimará Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi



Compareci nesta quarta-feira (7/12) à sede da Polícia Federal em São Paulo atendendo a intimação para que lá comparecesse a fim de ratificar – ou não – informações contidas em representação que o Movimento dos Sem Mídia protocolou no ano passado no Ministério Público Federal (Eleitoral) contra os institutos de pesquisa Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi e para eventualmente oferecer novas informações.


A ONG Movimento dos Sem Mídia, por conta de denúncias veiculadas pela imprensa em 2010 que davam conta de que institutos de pesquisa teriam praticado fraudes em favor do candidato José Serra ou da candidata Dilma Rousseff, representou à Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação e a mesma determinou à Polícia Federal que abrisse o inquérito.
Apesar do grande atraso, agora o processo começou a andar.


Fui atendido pelo delegado Fernando Reis, da Delegacia de Defesa Institucional, que cuida justamente de crimes eleitorais. Ele pediu que eu ratificasse ou não os termos da Representação que assinei em nome do MSM e perguntou se tinha outros elementos a oferecer.


Abaixo, a declaração que assinei não apenas ratificando o que dissera anteriormente, mas esclarecendo a natureza da iniciativa da ONG.

Apesar de o delegado ter concordado comigo que a representação está fundamentada pelo fato de que quem levantou a hipótese de fraude nas pesquisas foi ao menos um dos investigados, a Folha de São Paulo, dona do Datafolha, que acusou publicamente – e mais de uma vez – os institutos Sensus e Vox Populi de usarem planilhas de pesquisa que teriam induzido os entrevistados a declararem voto em Dilma Rousseff, o policial se queixou, em tom confessional, de que quem poderia ter investigado a denúncia do MSM a tempo, a Procuradoria Geral Eleitoral, em vez de investigar remeteu caso a PF, o que retardou e tornou mais difícil a investigação.


Sempre usando o mesmo tom confessional – apesar de não ter recebido de mim qualquer garantia de sigilo quanto ao que estava sendo dito –, informou-me de que seria difícil tomar providência devido ao tempo transcorrido desde a denúncia, mesmo achando que a mídia “manipula mesmo, tanto para a direita quanto para a esquerda”, uma afirmação da qual este blogueiro discorda, pois, em sua opinião, a mídia brasileira é toda de direita.


Ungido por presença de espírito advinda de seu grande interesse em colaborar com a lei, este intimado houve por bem lembrar ao douto policial que, assim como o PSDB conseguiu investigar pesquisa Sensus, ano passado, enviando especialista contratado à sede do instituto para examinar as planilhas das entrevistas da pesquisa da qual o partido, à época, não gostou, a Polícia Federal poderia fazer o mesmo, pois a lei eleitoral determina que as planilhas das entrevistas devem permanecer arquivadas.


Além da informação sobre como fazer, este intimado também revelou ao delegado por que fazer – porque temos eleições, ano que vem, e se as denúncias dos próprios institutos contra seus concorrentes forem ignoradas será escancarada uma porta para novas fraudes, o que, em uma questão como processos eleitorais, constitui legítimo atentado à democracia.


Naquele momento, produziu-se uma luminescência no olhar do doutor Reis, seguida por uma declaração animadora:


O senhor me deu uma idéia. Vou pedir essas informações aos institutos”.


Em resumo, portanto, a Polícia Federal do Brasil, de acordo com as palavras de seu delegado, intimará os institutos Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi a fornecerem as planilhas de cada uma das pesquisas citadas na representação do Movimento dos Sem Mídia, planilhas que, como se sabe, têm nome, endereço e telefone dos pesquisados, bem como as informações sobre metodologia, para que tudo seja submetido a análise pericial.


Resta relatar que o delegado da Polícia Federal doutor Fernando Reis concordou com este blogueiro que diferenças de até 12 pontos percentuais entre pesquisas realizadas com intervalo de poucos dias, como ocorreu com aquelas que deram causa à representação em tela, não são aceitáveis e denotam que alguém andou mentindo. E, em sendo assim, a investigação proposta poderá, sim, apontar quem foi.

 

Dec 6 / 6:08am

O pior inimigo do governo Dilma


do Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães

A queda do sexto ministro de Dilma sob acusação de corrupção ocorre no âmbito de um processo kafkiano iniciado em março deste ano. Sabia-se que a imprensa continuaria se opondo ao governo federal caso a candidata de Lula se elegesse, mas os consideráveis esforços dela para distender o clima político tornam o ataque midiático inexplicável, sem razão, daí a alusão à obra de Franz Kafka.


Dilma começou a governar claramente convencida de que se não fizesse provocações à mídia e à oposição não sofreria processo similar ao que acompanhou cada dia da gestão de seu antecessor.


Ela desafiou a ira da militância fazendo afagos à imprensa tucana, afagos que todos os que se interessam por política sabem quais foram – aniversário da Folha, Ana Maria Braga, Hebe Camargo etc., com direito aos famosos almoços com barões da mídia aos quais Lula jamais acedeu. Por atos e declarações, também tirou do horizonte a temida lei da mídia, que esta e a oposição não aceitam sequer discutir. Desmanchou-se em mesuras ao líder máximo da oposição e da imprensa, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, chegando a lhe dar créditos que não merece pelo sucesso econômico do Brasil hoje.


O que mais a mídia e a oposição querem?


A resposta é simples: o poder. E não é só o poder pelo poder, mas para voltarem a roubar o patrimônio nacional como fizeram juntinhas (mídia e oposição) à época da privataria, quando barões da mídia como a família Mesquita apuraram-se a receptar o saque tucano na telefonia, neste caso comprando parte da operadora de telefonia celular BCP.


O poder que a mídia tem hoje deriva de sua fortuna incalculável, um tesouro que, centavo por centavo, veio sendo surrupiado da nação  ao longo do século passado, sobretudo durante a ditadura militar, quando essas famílias que controlam a comunicação no país receptaram bilhões de dólares desviados pelos ditadores para construírem a máquina de comunicação que usariam para tentar manipular o povo do qual haviam usurpado todos direitos civis.


É o poder de manipular as instituições e, ainda em grande medida, a opinião pública. E é um poder que se fundamenta na posse de muito dinheiro, de volumes de riqueza que só são possíveis auferir em grandes negociatas como as privatizações.


Há nove anos fora do poder, a fonte secou. As operações desses impérios de comunicação muitas vezes são deficitárias. Essas empresas não sobrevivem sem dinheiro público e hoje só quem lhes doa dinheiro dos nossos impostos são os governos estaduais, que gerem orçamentos infinitamente menores do que o governo federal, o que lhes deixa pouco espaço para roubar.


O Santo Graal da mídia é o Pré Sal. Será com facilitação de negociatas com as reservas petrolíferas que seu e$toque de poder será reposto. Todos sabem das negociações entre José Serra e as petroleiras internacionais que vazaram através do Wikileaks. O tucano lhes prometera regime de concessão para explorarem as recém-descobertas reservas petrolíferas do país, ou seja, prometeu que ganhariam infinitamente mais com o petróleo que extraíssem.


Não haverá gentileza deste governo, pois, que faça a mídia parar de tentar inviabilizá-lo. Recusar-se a dotar o país de um marco regulatório para as comunicações tampouco adiantará. A única forma de Dilma se compor com a imprensa é através do suborno, como faz o governo Alckmin, por exemplo, ao gastar milhões e milhões de reais em assinaturas dos jornais e revistas que denunciam sem parar seus adversários políticos e que o protegem de escândalos como o das emendas parlamentares.


A sucessiva queda de ministros, portanto, se funcionar deixará o PSDB e os abutres internacionais em imenso débito com Folhas, Estadões, Vejas e Globos, certamente permitindo novas incursões das empresas “jornalísticas” em negócios estranhos à própria atividade, como na época da telefonia celular privatizada.


Desta feita, incursionarão pelo setor petrolífero.
As tropas de choque da mídia e da oposição na internet ou os militontos da oposição de ultra-esquerda logo se apressarão a bradar que esta é uma “teoria conspiratória”, como se o primeiro passo de toda conspiração não fosse desacreditar qualquer suspeita de que esteja ocorrendo. Acredita quem quer…


Quem acha que nada significa o fenômeno de ministros caírem em efeito dominó sob denúncias da imprensa como a de uma carona de avião ou a de acumulação questionável de cargos públicos enquanto escândalos muito piores envolvendo governos tucanos são ignorados, como o caso recente envolvendo o ex-assessor do então ex-governador José Serra João Faustino, que se encontra preso no Rio Grande do Norte, sugiro que interrompa a leitura deste post.


Se você continua lendo é porque sabe que o processo que vem desmontando o ministério de Dilma é hipócrita. Todavia, assim mesmo você pode estar entre os piores inimigos de seu governo se está entre os que dizem frases como “Quanto mais a mídia bate em Dilma, mais ela se torna popular” ou como “Dilma tem mesmo que se livrar de ministros picaretas”.
Nem a própria Dilma continua acreditando no que já chegou a acreditar, que ganha alguma coisa com as denúncias da imprensa. Ela bem que tentou, desta vez, segurar o ministro bola da vez. E isso porque a teoria de que se torna mais popular a cada denúncia contra seus ministros é um delírio, não existe. Nenhuma pesquisa sobre sua popularidade mostra isso. Hoje, ela tem menos aprovação do que no início de seu governo.


Administrativamente, este governo está sendo literalmente sabotado. Ou, para os que não partilham dessa teoria, está ao menos sendo paralisado. Por seis vezes neste ano, algum ministério ficou praticamente acéfalo durante semanas a fio, com o titular de cada pasta usando cada minuto para se defender.


O estilo Dilma de administrar explica a razão pela qual ela já se deixou enganar por essa história de que ganharia alguma coisa com esse processo. Seu estilo enérgico estimula bajuladores em seu entorno a dourarem a pílula, a só dizerem o que ela quer ouvir. E o que ela ainda parece querer ouvir é que há como evitar o confronto político, como se a mera rendição tivesse o poder de suspender a sabotagem.


Entre as teorias que empanam a visão da presidente está a de que a mídia quereria defenestrar apenas os ministros “da cota de Lula”, ou seja, aqueles que dizem que foram “impostos” pelo ex-presidente à sucessora, o que matéria do Estadão divulgada ontem desmente.


A matéria “Depois dos aliados, mídia chega à cota pessoal de Dilma” acusa Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Ele teria sido escolha dela e não de Lula, mas, assim mesmo, está sendo acusado pela imprensa por atuação como consultor entre 2009 e 2010, uma acusação análoga à que sofreu Antonio Palocci, a primeira peça do dominó político em que se converteu o ministério deste governo.


E tem gente achando que não tem nada demais nesse processo.


Dilma já acordou. Tentou manter Lupi, mas esbarrou em um problema que ela mesma criou para que seus auxiliares resistam ao bombardeio. Ao não declarar apoio aos alvos da mídia, dando apenas declarações genéricas sobre querer analisar com calma as denúncias, termina por legitimá-las, retirando-lhes um caráter político que só ela não vê ou finge que não vê, achando que, assim, evitará briga. Daí o alvo da artilharia, sentindo-se sem apoio, pula fora.


Enquanto isso, lideranças políticas da oposição como José Serra e colunistas de veículos como Veja ou Globo já pedem o impeachment da presidente por crime de responsabilidade, porque se um ministro cai o problema é dele, mas se seis caem sucessivamente vai ficando claro que quem os escolheu, escolheu mal. Ao menos para o espectador desavisado.


Você não entende por que o ministério de Lula não passou por processo semelhante se alguns dos que estão caindo hoje já eram ministros àquela época? Para entender, tomemos o caso de Lupi. As denúncias são antigas. Por que nunca foram Levantadas? É óbvio que a mídia achava que não adiantaria tentar forçar queda em série de ministros porque o titular do governo não se curvaria.


A única forma de enfrentar um processo que cada vez mais vai ficando claro que haverá de chegar à própria Dilma, será reagindo. Haveria que reagir denunciando a seletividade da imprensa, que esconde escândalos dos governos estaduais da oposição enquanto infla acusações contra o governo central. E, sobretudo, enviando ao Congresso o marco regulatório das comunicações.


Quem impede que isso aconteça é o entorno da presidente. Alguém está lhe vendendo que é possível governar assim, com ministros caindo em série, porque, após caírem todos os “da cota de Lula”, o processo será estancado. Assim, esses bajuladores estão empurrando o governo para o precipício. O entorno da presidente Dilma é hoje seu pior inimigo, pior do que a oposição e a imprensa juntas.

Dec 6 / 5:06am

“A falta de um marco regulatório beneficia quem já tem os privilégios da Comunicação”, diz Azenha

DO PT Nacional

Editor do site “Vi o Mundo” blogueiro Luiz Carlos Azenha participou do seminário realizado pelo PT para debater regulamentação das comunicações no país.


“É preciso ter coragem para travar esse debate, e é por isso que eu acho muito bacana que o PT tenha decidido fazer este seminário”, foi com essa frase que o jornalista Luiz Carlos Azenha começou a sua entrevista no Seminário “Por um Novo Marco Regulatório para as Comunicações”, realizado pelo PT Nacional.

De acordo com o editor do site Vi o Mundo (www.viomundo.com.br), é muito importante travar esse debate de forma pública e transparente porque atualmente o assunto está sendo interditado continuamente por diversas opiniões contrárias ao marco regulatório, por acreditarem que seria uma forma de censurar a imprensa.

Na opinião de Azenha essa colocação é absurda: “Eu acho que é essencial que o PT tenha essa coragem porque existem grupos econômicos e de mídia no Brasil que tentam distorcer e manipular a informação em torno desse debate” , ele diz ainda que “a falta de um marco regulatório beneficia quem já tem hoje os privilégios na comunicação brasileira. E obviamente que eles não querem discutir um Marco porque do jeito que está já  está bom para eles”, afirma Azenha.


Segundo o blogueiro, o papel da blogosfera é disseminar a informação que os grandes meios de comunicação não tem interesse de noticiar, como por exemplo a discussão sobre o marco regulatório, para que a sociedade possa participar e contribuir com este debate. “Eu acho que o nosso papel é pegar essa informação e disseminar para que a sociedade entre no debate e possa contribuir com ele. E hoje com o blog cujo acesso é gratuito e mundial, eu posso pegar a integra da fala aqui por um valor baixíssimo de custo, colocar lá para que a pessoas possam ouvir na integra”, ressalta.


Sobre o plano federal de expansão da banda larga na internet que está perto de ser implementado no governo Dilma, Azenha pondera: Na visão do jornalista vai ficar difícil garantir uma universalização com maior responsabilidade nas mãos das empresas de telefonia.


“O serviço das teles é muito precário, e o que eles querem obviamente é investir e ter um retorno maior nas regiões do Brasil onde possam ter uma margem de lucro também maior. Portanto, a idéia de que você tem que dar banda larga de qualidade para todos fica comprometida se você deixar só o interesse comercial. Eu acho que o papel da Telebrás e do Estado poderia ter sido bem maior justamente para garantir a universalização e uma internet de qualidade que é o que nós precisamos para todos os brasileiros”, finaliza Azenha.


De acordo ainda com Azenha existem muitos detalhes no projeto que a população verá somente na sua implantação porque existe uma série de nuances que foram definidas pelo Governo e que somente na prática teremos a noção da medida exata. “Existe uma coisa no discurso e outra na prática que é bem diferente, então nós temos que aguardar isso para saber até que ponto este projeto da banda larga, na prática vai representar”, concluiu o editor do Site “Vi o mundo”.


(Jamila Gontijo, Ricardo Weg e Gustavo Toncovitch – Portal do PT)

Dec 5 / 6:16am

MILAGRE: Após obter habeas corpus, João Faustino melhora e tem alta do hospital

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João Faustino, indiciado na Operação Sinal fechado, foi subchefe da Casa Civil do ex-governador José Serra. Fotomontagem: divulgação.

Extraído do blog V&C Artigos

Um dos principais acusados na Operação Sinal Fechado já está descansando em casa. O suplente de senador João Faustino (PSDB) teve alta do Hospital São Lucas na sexta-feira (2), à noite. João Faustino foi internado uam semana antes com problemas cardíacos depois que a Justiça lhe negou dois pedidos de habeas corpus. A equipe médica do Hospital São Lucas levantava a possibilidade de realização de cateterismo no paciente. Ao fim da manhã de ontem, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus ao suspeito de participar em fraudes no Departamento Estadual de Trânsito do RN. À noite, os médicos acharam por bem liberá-lo. Mais ômi, só foi sair o habeas corpus que o suplente de Senador ficou bom todo....É um milagre...

 

do Blog do Miro

Por Altamiro Borges

A seletividade da mídia é algo impressionante. A Folha de ontem (3) publicou uma matéria sobre o indiciamento de João Faustino como integrante da quadrilha que fraudou a inspeção veicular no Rio Grande do Norte. Mas ela simplesmente omitiu que o indiciado foi subchefe da Casa Civil do ex-governador José Serra e que participou do comando da sua campanha presidencial no ano passado. Se os envolvidos neste “malfeito”, que desviou milhões dos cofres públicos, fossem da base aliada do governo Dilma, seria o maior escândalo – com direito a capa da Veja, manchete nos jornalões e comentários raivosos nas TVs. Só mesmo os ingênuos ainda acreditam na propalada neutralidade e imparcialidade da chamada “grande imprensa”. Abaixo, a matéria da Folha serrista:

*****

Promotoria denuncia diretor da Controlar

Executivo é suspeito de formação de quadrilha no Rio Grande do Norte; procurado pela Folha, não comentou o caso

34 pessoas foram denunciadas ontem, incluindo também dois ex-governadores e um suplente de senador.

FÁBIO GUIBU – DE RECIFE

O Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou ontem 34 pessoas sob a acusação de participar de fraudes na implantação da inspeção veicular no Estado. Entre os denunciados estão os ex-governadores do Estado Wilma de Faria e Iberê Ferreira, ambos do PSB, o suplente de senador João Faustino (PSDB) e o diretor-presidente da Controlar, consórcio responsável pela inspeção veicular em São Paulo, Harald Peter Zwetkoff. Os ex-governadores e o suplente foram denunciados sob acusação de envolvimento em crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva, tráfico de influência e fraude em licitação. Zwetkoff é acusado de formação de quadrilha, peculato e fraude em licitação. Troca de e-mails obtidas com autorização judicial revelam que ele repassou ao consórcio Inspar, do RN, as bases usadas em São Paulo para a implantação da inspeção. Segundo a Promotoria, com as informações, o grupo fraudou a licitação, que renderia até R$ 1 bilhão em 20 anos. O consórcio pretendia implantar o esquema em outros dez Estados. Além denunciar as 34 pessoas, os promotores apresentaram à Justiça mais dez pedidos de prisão preventiva. A suposta fraude já havia levado 13 pessoas à prisão. Ontem, cinco foram soltas. Entre eles, está João Faustino. Os acusados também foram flagrados em escutas telefônicas, supostamente negociando acordos ilegais. As informações foram posteriormente cruzadas com dados bancários, obtidos com ordem judicial. A promotoria apura ligações entre essas negociações e doações de campanha feitas em Estados de interesse do grupo.


Quer saber mais sobre a Operação Sinal Fechado? Então acesse: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/detalhes-da-operacao-sinal-fechado